POLÍCIA
Polícia Civil destrói plantação com cerca de 2 mil pés de maconha na Reserva Chico Mendes

A Polícia Civil do Acre localizou e destruiu, na quarta-feira (23), uma plantação com cerca de 2 mil pés de maconha dentro da Reserva Extrativista Chico Mendes. O cultivo foi encontrado em uma área de difícil acesso, no ramal do KM 59, com entrada pela BR-317, no sentido Transacreana.
Segundo a Polícia Civil, a maioria das plantas tinha aproximadamente 50 centímetros de altura. A investigação apontou que cerca de um hectare de mata nativa teria sido derrubado para a implantação da plantação.
As investigações começaram em julho, após informações de que integrantes de uma facção criminosa estariam planejando instalar o cultivo na região. Conforme o levantamento policial, a preparação da área envolveu a roçada, derrubada da vegetação nativa, queima do terreno e, posteriormente, o plantio das mudas.
Pelo menos três pessoas teriam participado da primeira etapa, entre elas um adolescente que já havia sido apreendido anteriormente em uma ocorrência relacionada ao tráfico de drogas.
De acordo com o delegado Erick Maciel, responsável pelas investigações, a polícia também identificou indícios de que a área poderia estar ligada a uma estrutura utilizada para armazenamento e transporte de drogas.
A suspeita é de que uma residência localizada nas proximidades funcionasse como ponto de armazenamento e integrasse uma possível rota de tráfico com origem no Peru e na Bolívia, passando pelo ramal do KM 59 e pela Transacreana até chegar a Rio Branco.
O avanço das investigações ocorreu após uma ocorrência registrada na região no dia 12 de setembro, envolvendo pessoas que teriam ligação com o cultivo. A partir das informações obtidas, os policiais conseguiram localizar a plantação.
Na terça-feira (22), a equipe passou a noite em vigilância na área, aguardando uma possível movimentação dos envolvidos e solicitando reforço. No dia seguinte, policiais civis de Brasiléia e Assis Brasil se juntaram à equipe e realizaram a incineração dos cerca de 2 mil pés de maconha.
Amostras das plantas foram recolhidas e encaminhadas para perícia.
Até o momento, ninguém foi preso diretamente pela plantação. As diligências continuam para identificar os envolvidos e esclarecer a extensão da possível estrutura criminosa.
A investigação também apura a suspeita de que pessoas vindas de São Paulo estariam recrutando moradores e posseiros da própria reserva extrativista para atuar no preparo da área e em outras atividades relacionadas ao cultivo da droga.











