“No dia seguinte, após o rescaldo, nós estivemos em loco, fizemos uma avaliação na busca por vestígios para entender como se deu o surgimento do fogo e a sua propagação, os meios que contribuíram para o incêndio, que concorreram para o incêndio. Fizemos também uma avaliação das edificações no entorno, verificamos grau de severidade, atingimento e comprometimento estrutural”, detalhou.
Ainda conforme o diretor, o laudo deve reunir informações coletadas durante a investigação e apontar as possíveis causas do fogo.
“Nesse período, nós estamos analisando ainda o recebimento de imagens e vídeos de monitoramento, que foram solicitados da Secretaria de Justiça e Segurança Pública. São imagens que vão tentar elucidar como se deu ali um momento anterior ao fogo, e tentar trazer alguma evidência realmente que comprove o motivo do incêndio”, acrescentou.
Para Renato Nascimento, um dos moradores da região, outro problema que causa preocupação é a questão da saúde em relação ao cheiro do local após o incêndio. Segundo ele, ainda é possível perceber a existência de alimentos perecíveis misturados com alimentos não perecíveis, tornando o odor no lugar insustentável.
“Desde o dia que aconteceu isso aí, a gente tirava muito lixo. Tem açúcar aqui, [dá] abelha, mosca e urubu direto aí. O poder público tem que vir e mexer nisso aí, ou então alguém, porque não pode ficar assim não. […] o que eu perdi, eu tive que repor”, afirmou.
Para Renato Nascimento, um dos moradores da região, outro problema que causa preocupação é a questão da saúde em relação ao cheiro do local após o incêndio — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Além dos moradores, para os proprietários do mercado, a situação também segue difícil. De acordo com a comerciante Iris Araújo, o estabelecimento foi completamente atingido pelas chamas e, desde o incêndio, ainda enfrenta os prejuízos causados pela destruição. O novo ponto, inclusive, foi alvo de furto
“A gente tem que correr contra o tempo, porque tem boletos, tem funcionário, tem coisas para conseguir pagar. Então, não está sendo fácil, a gente está correndo atrás e pedindo força para Deus, porque só Deus nos dá força”, disse.
Segundo ela, o local deve ser limpo nos próximos dias, entretanto, ainda sem uma data exata.
“Estávamos tentando reabrir de novo. Por isso que a gente não tinha ido até lá ainda, mas essa semana vai ser resolvida, eu creio em Deus, que já está aparecendo pessoas para ajeitar, para ajudar de alguma forma, então eu acredito que essa semana vamos resolver lá”, informou.