Gabriel Rasteli
Para que os outros possam viver, escreve o colunista Gabriel Rasteli

Nem todo herói usa capa. Na verdade, apenas os heróis do cinema, das revistas em quadrinhos e dos livros é que usam.
Na maioria das ocasiões os heróis estão perto, quase que imperceptíveis, mas presentes nas horas de maior necessidade, sempre ali, cuidando para que tudo corra bem.
Heróis que são pessoas de verdade, pessoas comuns, com carne e osso. Que sangram (ah, como queríamos que não fosse assim), que vivem a vida como ela é. Que amam, que se dedicam, que se entregam.
Em plena luz do dia a escuridão visitou um lugar de iluminação. Um local onde os horizontes são abertos, onde o conhecimento é propagado.
E nesses locais, sempre residem guardiões, verdadeiros heróis, que por vocação assumem o compromisso de guardar daquilo que é mais precioso, a vida (e a vida em formação, as crianças, o futuro da nação).
No entanto, esse belo jardim viveu um dia de selva. A selvageria tomou conta do local. Até os mais belos e aconchegantes bosques passam por situações como essa. Tal qual uma caça predatória.
Entretanto, duas heroínas brilharam em meio às vastas trevas que por lá chegaram. Com bravura e coragem, carregando consigo o amor pelas vidas que ali estavam todos os dias sobre os seus cuidados, não hesitaram em protegê-las.
O último ato de suas vidas foi de um amor profundo. Assim como Jesus Cristo, no Evangelho de João, no capítulo 15 disse: “Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida
pelos seus amigos”.
E porque elas se entregaram por amor a proteger os seus amigos, o plano macabro não teve o êxito que pretendia. O resultado poderia ser mais devastador ainda não fosse por dois anjos que por lá estavam.
Em memória de Alzenir e Raquel – as heroínas do Instituto São José – que jamais serão esquecidas.













