SAÚDE
Acre fica fora dos cinco estados com aumento de casos respiratórios graves, aponta Fiocruz

O Acre não aparece entre os cinco estados brasileiros que apresentam simultaneamente níveis elevados de atividade e tendência de crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O resultado consta do novo Boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (29), com informações referentes à semana epidemiológica de 18 a 24 de outubro de 2026.
A atualização identifica sinais de agravamento no Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Sergipe. Nessas cinco unidades da Federação, os indicadores combinam níveis de atividade considerados preocupantes com tendência de crescimento nas últimas seis semanas.
A ausência do Acre nessa relação significa que o estado não apresenta, na classificação divulgada, a combinação desses dois fatores. Isso não representa ausência de casos de SRAG nem elimina a necessidade de acompanhamento das doenças respiratórias.
O resultado ocorre depois de um período de oscilações nos indicadores acreanos. Na atualização de 22 de outubro, Rio Branco figurava entre quatro capitais com atividade elevada de SRAG, embora sem tendência sustentada de crescimento nas seis semanas anteriores.
Naquela avaliação, a capital acreana aparecia ao lado de Belém, Brasília e Florianópolis. O estado, por sua vez, já estava fora do grupo que reunia incidência elevada e tendência de aumento.
A edição de 29 de outubro aponta cinco capitais com a combinação de atividade elevada e crescimento de longo prazo: Aracaju, Belém, Cuiabá, João Pessoa e Rio de Janeiro. Rio Branco não integra essa relação.
A Fiocruz utiliza dois indicadores para avaliar a situação epidemiológica. O primeiro considera o nível de atividade da doença nas duas semanas mais recentes, classificado em faixas como segurança, alerta, risco e alto risco.
O segundo analisa a tendência de crescimento ou redução dos casos nas últimas seis semanas. Dessa forma, uma localidade pode apresentar atividade elevada sem registrar crescimento sustentado, ou demonstrar aumento dos casos ainda em níveis relativamente baixos.
No cenário nacional, o avanço da SRAG está relacionado à circulação de diferentes vírus respiratórios. Em Sergipe, o crescimento tem sido associado ao metapneumovírus, especialmente entre crianças pequenas.
Em Mato Grosso, os casos graves de Covid-19 estão entre os fatores de preocupação. No Mato Grosso do Sul, o rinovírus e o coronavírus contribuem para o aumento das notificações.
No Amapá e no Maranhão, os dados laboratoriais disponíveis ainda não permitem identificar com segurança quais agentes estão associados ao crescimento observado.
A Síndrome Respiratória Aguda Grave é uma condição caracterizada pelo agravamento de infecções respiratórias, que podem provocar dificuldade para respirar, redução da oxigenação e necessidade de hospitalização.
Entre os agentes associados à síndrome estão o vírus sincicial respiratório, o rinovírus, os vírus influenza, o coronavírus responsável pela Covid-19 e o metapneumovírus.
O monitoramento é realizado pelo InfoGripe, iniciativa da Fiocruz que utiliza registros do Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe) para acompanhar hospitalizações e identificar alterações no comportamento das doenças respiratórias.
Os dados são atualizados semanalmente e podem sofrer revisões conforme novas notificações e resultados laboratoriais são incorporados ao sistema.
O boletim divulgado em 29 de outubro considera a semana epidemiológica encerrada no dia 24 e não apresenta, no resumo consultado, o número absoluto de internações por SRAG registrado no Acre nesse período.









