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Cesta de alimentos e produtos domésticos sobe 7,04% e fica R$ 49,55 mais cara em Rio Branco

O consumidor de Rio Branco precisou desembolsar R$ 49,55 a mais em outubro para comprar a mesma cesta de alimentos, produtos de limpeza e higiene doméstica adquirida em setembro. O custo estimado passou de R$ 704,20 para R$ 753,75, uma elevação de 7,04% em apenas um mês, segundo levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC), realizado em parceria com a DataControl.
A pesquisa mostra que o encarecimento foi disseminado entre os produtos pesquisados. Dos 29 itens que compõem a cesta, 23 registraram aumento de preço, o equivalente a 79,3% do total. Apenas seis produtos, ou 20,7%, apresentaram redução.
Os alimentos exerceram a maior pressão sobre o orçamento doméstico. O custo desse grupo avançou de R$ 584,48 para R$ 627,69, um acréscimo de R$ 43,21, correspondente a 7,39%.
Essa diferença respondeu por 87,2% de todo o aumento da cesta em outubro. Em outras palavras, de cada R$ 10 adicionais necessários para adquirir os mesmos produtos, aproximadamente R$ 8,72 foram destinados à alimentação.
O levantamento identificou aumento em 15 dos 18 alimentos pesquisados, o equivalente a 83,3% dos itens do grupo.
Os produtos de limpeza e higiene doméstica também ficaram mais caros, embora em proporção menor. O custo passou de R$ 119,72 para R$ 126,06, crescimento de R$ 6,34, ou 5,29%.
A participação dos alimentos no valor total da cesta chegou a 83,3% em outubro, enquanto os produtos de limpeza e higiene representaram os 16,7% restantes.
Para uma família que realiza mensalmente essa compra, a diferença de R$ 49,55 significa uma despesa adicional de quase R$ 50 para manter exatamente as mesmas quantidades de produtos.
Se o custo observado em outubro permanecesse inalterado durante 12 meses, a aquisição mensal dessa cesta representaria um desembolso anual de R$ 9.045. Considerando o preço de setembro, a despesa correspondente seria de R$ 8.450,40.
A diferença entre esses dois valores alcança R$ 594,60 em um ano. Trata-se de uma simulação do impacto financeiro da mudança de preços, e não de uma previsão de inflação para os próximos meses.
O economista da Fecomércio-AC, William da Silva Pinto, destacou que a elevação foi expressiva, embora parte considerável da pressão tenha se concentrado em determinados alimentos.
“A cesta ficou cerca de R$ 50 mais cara em apenas um mês, e os alimentos responderam pela maior parte dessa diferença”, afirmou.
Segundo o economista, o comportamento de produtos com peso relevante na composição da cesta ajuda a explicar por que oscilações de preços podem produzir efeitos significativos sobre o orçamento das famílias.
O resultado também revela que a alta dos alimentos foi superior à registrada nos produtos de limpeza e higiene. A diferença entre as duas variações alcançou 2,10 pontos percentuais.
Para o presidente da Fecomércio-AC, Leandro Domingos, o acompanhamento dos preços oferece informações que podem orientar as decisões de compra e ajudar empresas a compreender o comportamento do mercado consumidor.
A entidade ressalta que o índice de 7,04% não corresponde à inflação oficial de Rio Branco. O levantamento acompanha uma seleção específica de 29 produtos, com quantidades previamente estabelecidas e metodologia própria.
Os valores de R$ 704,20 e R$ 753,75 correspondem, respectivamente, aos custos estimados dessa cesta em setembro e outubro de 2026, conforme a pesquisa Fecomércio-AC/DataControl.









