Connect with us

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Feijó concentra 85% do açaí e 92,9% da madeira produzidos na microrregião de Tarauacá

Publicado

em

Feijó concentra duas das cadeias produtivas de maior potencial de agregação de valor da microrregião de Tarauacá. Em 2024, o município respondeu por aproximadamente 85% do açaí extrativo e 92,9% da madeira em tora produzidos no território formado também por Tarauacá e Jordão.

A produção regional de açaí chegou a 1.881 toneladas em 2024. Desse volume, 1.600 toneladas saíram de Feijó. Tarauacá produziu 250 toneladas, equivalentes a 13,3%, e Jordão, 31 toneladas, ou 1,6%.

Além da concentração produtiva, Feijó possui a primeira Indicação Geográfica registrada para o açaí no Acre. O estudo aponta ainda a organização da CooperAçaí e a implantação de duas agroindústrias no município, uma delas com investimento superior a R$ 7 milhões.

Um dos principais entraves está no transporte. Relato recolhido pelo estudo indica que o açaí produzido em determinadas áreas pode levar de dez a 12 horas de barco até chegar ao processamento. Com um ramal pavimentado, esse percurso poderia cair para aproximadamente uma hora de caminhão.

A concentração é ainda maior na atividade madeireira. Feijó produziu 110.412 metros cúbicos de madeira em tora em 2024, equivalentes a 92,9% do total da microrregião. Tarauacá registrou 5.585 metros cúbicos, cerca de 4,7%, e Jordão, 2.800 metros cúbicos, aproximadamente 2,4%.

Os números indicam produção regional próxima de 118,8 mil metros cúbicos, mas o estudo ressalta a forte oscilação da atividade em Feijó. O município passou de 23 mil metros cúbicos em 2019 para 137 mil em 2021, caiu para 44 mil em 2023 e voltou a 110 mil metros cúbicos em 2024.

Apesar de concentrar 92,9% da produção regional, Feijó enfrenta uma contradição na industrialização. O diagnóstico aponta que o município é o maior detentor de manejo legalizado do Acre, mas não possui serraria ativa. Ao mesmo tempo, mantém um polo moveleiro com 14 a 16 empresas abastecidas por insumos externos.

A recomendação é aumentar a parcela do valor econômico que permanece no próprio município, avançando em rastreabilidade, beneficiamento, secagem, classificação, design e aproveitamento de resíduos. No açaí, a estratégia envolve cadeia fria, processamento, embalagem e fortalecimento da Indicação Geográfica.

Fonte: Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, com dados do IBGE.

Continue lendo