EVANDRO CORDEIRO
O viaduto da Ceará com a Getúlio Vargas foi feito pelo Governo, que entrou com a maior parte, e as onze mãos da bancada federal

A nevralgia da pré-campanha muita das vezes ignora o bom senso, criando monstros onde há príncipes. Uma dessas querelas desse momento que antecede as convenções é a discussão sobre quem arranjou dinheiro para construir o viaduto da avenida Ceará com a Getúlio Vargas. Estão em um puxa-encolhe nas redes sociais capaz de irritar o eleitor. Desnecessário. Uma coisa tão simples. A governadora Mailza e o ex-governador Gladson Cameli, ambos do PP, não fizeram confusão com ninguém sobre quem é o pai, por acharem absolutamente desnecessária. Isso não é mais importante que a obra erguida para melhorar a vida das pessoas. A gestão deles tirou R$ 23 milhões do bolso, leia-se recursos próprios, e juntou esse valor com R$ 17 milhões de emendas de bancada, na qual estão as digitais dos onze parlamentares do Acre em Brasília, entre os quais três senadores e oito deputados federais. A rigor, um colosso, sobretudo em seu resultado, sobrando em mobilidade pela região central de Rio Branco. Engarrafamento por aquela região só se, que Deus no livre, acontecer algum acidente. Acabou o gasto com lona de freio na famigerada ladeira da maternidade. A capital do Acre agora dispõe de uma avenida apropriada para diminuir o tempo de trânsito. Parabéns ao Governo e a bancada. A gestão Gladson e Mailza, principalmente, por ter gasto bem o dinheiro de recursos próprios, mais a emenda garantida pelos deputados e senadores. O pai da criança, portanto, é o povo do Acre, que paga seus impostos para ser retribuído com trabalho. O resto é desespero de candidatos.












