POLÍTICA
PL aponta gasto de R$ 200 mil em 30 perfis para atacar Flávio Bolsonaro

Foto: Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Por Redação Metrópoles
Os advogados do Partido Liberal (PL) entregaram ao ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), um documento com pedido de investigação que aponta registros de perfis com cerca de 30 seguidores que teriam gasto R$ 200 mil em anúncios contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.
O pedido foi apresentado na última sexta-feira (17/7). Em coletiva em frente ao TSE nesta segunda-feira (20/7), após reunião com o presidente da Corte Eleitoral, os advogados afirmaram que a campanha de Flávio identificou as irregularidades na plataforma Meta.
“A campanha, por acidente, em fevereiro, quando estava acompanhando, nos anunciantes, quem contrata impulsionamento na plataforma Meta, ela por acaso detectou que alguns perfis muito pequenos, então perfis recém-criados, com 30, 40 seguidores, então um perfil que não tem importância, um porte relevante, estavam fazendo contratações de 200 mil reais. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”, disse Maria Claudia Bucchianeri.
A advogada prosseguiu: “Nunca vi nada parecido. Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura, porque eu não estou falando de robô [sic], eu estou falando de um volume de pessoas importantes que arrumam o CPF frio, cria uma conta, consegue um meio de pagamento”, disse.
Ainda de acordo com a advogada, a campanha identificou impulsionamentos pagos em diferentes moedas, como reais, dólares e pesos colombianos. Ela, no entanto, afirmou não saber explicar a origem dos pagamentos feitos na moeda da Colômbia.
Segundo o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, o objetivo do pedido apresentado ao TSE é identificar quem financia a suposta estrutura digital.
“Nós estamos pedindo que haja uma ampla investigação, que os perfis, evidentemente, sejam retirados, e que se apure quem está por trás disso, porque se paga a rede social para se fazer essa divulgação, esse impulsionamento”, disse Marinho.











