EVANDRO CORDEIRO
Tio de Gladson, Orleir também sofreu tanta perseguição que largou a política; no final foi provado inocente

O saudoso governador Orleir Cameli, vencido por um câncer em 2013, foi, provavelmente, o político mais perseguido da história do Acre. Desde que se elegeu prefeito de Cruzeiro do Sul, em 1992, e implantou uma gestão tão vanguarda que virou favorito ao Governo, passou a ser alvo brutal de uma campanha difamatória. Em 1994 foi eleito governador, passando, definitivamente, a sofrer uma caçada implacável, sem precedentes. A lista de acusações era tão extensa que os jornais da época priorizavam as que mais vendiam edições. Ia de CPF falso à contrabandista. Com seu estilo capataz, adquirido na luta como empresário, iniciada com a extração de madeiras e na construção civil, dormindo nas matas e nos acampamentos das obras, tentou ignorar aquele rosário de acusações, até capitular no final do mandato. Às vésperas da formação de chapa para as eleições de 1998, surpreendeu até a aliados, ao anunciar a desistência da política. Era sumária sua decisão. Ninguém o fez mudar de idéia. Seus acusadores o forçaram a assinar a rendição, o que ele teria feito para proteger a família. Fora da política, a perseguição cessou e ele provou inocência. Esses dias falei com um de seus herdeiros e a reação ainda é de trauma. A família mais próxima ainda sente aquele baque. Cameli na política, só o sobrinho Gladson, que também enfrenta os tribunais acusatórios. Se vai capitular ninguém sabe, mas como o tio segue sendo ameaça aos adversários políticos. Se puder concorrer, parece imbatível. A inocência, se a tiver, provará depois, como foi com o saudoso ex-governador.
Reconstrução
Esses dias vi de perto a luta do prefeito Zequinha Lima (PP) para melhorar o visual de Cruzeiro do Sul, depois de uma cheia do Rio Juruá que vitimou dezenas de famílias e atingiu a infraestrutura da cidade. São muitas máquinas e homens trabalhando para devolver o visual charmoso da sede do município.
Time da Mailza
A humildade da governadora Mailza Assis (PP) acaba de fazer a pré-candiatura se tornar acima de competitiva, favorita mesmo. Ela chamou o ex-governador Gladson Cameli para o jogo, colocou ele na proa e surge o primeiro resultado, a escalação de uma equipe profissional para conduzir a campanha. O objetivo é não dar brecha para o interrompimento de um projeto que começou em 2018.
De amador a profissional
A escalação de uma equipe para a coordenação da campanha estabelece uma quebra do amador para o profissional. Passaram a ter noção de que os adversários não estão para brincadeiras.
Sem agressão
Começa a ficar visível o pacto de não agressão entre os grupos de Mailza e Bocalom. Isso tem muito o dedo do prefeito Alysson Bestene (PP), um pacifista nato.
Reconstrução
A presença do presidente da Assembleia Legislativa, Nicolau Júnior (PP), no evento da Mailza é um sinal positivo de reconstrução de uma relação que foi impecável durante o Governo Gladson.
Cadê a Jéssica
Mandei mensagem pelo whatsapp para o ex-prefeito Vagner Sales, presidente do MDB e pai da Jéssica Sales, para perguntar por ela. Se vai ser vice da Mailza ou disputa pra federal. Os dois ‘pausinhos’ ficaram azuis, mas o leão não respondeu.
Ciúmes do Virgílio
Ouvi de um esquerdista que a pré-candidatura a federal do Virgílio Viana (PV), filho do ex-governador Tião Viana (PT), desanimou aqueles candidatos sem bala na agulha. O temor é que o garoto seja prioridade e eles sejam só buchas de canhão. ‘Homi’, sempre foi assim, na esquerda e na direita.
Chamem o Zequinha
O agora formado time da Mailza precisa procurar urgente o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima (PP), uma necessidade regional. Bom lembrar que ele não anda muito feliz.
Disputa pesada
Imprensa e alguns empresários do Alto Acre começam a fazer lobby pela escolha da ex-prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem, para vice de Alan Rick (Republicano). A disputa deles, no entanto, bate de frente com um grupo forte demais da capital, que prefere o empresário Rico Leite, da UniNorte.
Silêncio preocupante
Trabalhando nesse momento em ‘silêncio’ sua pré-candidatura ao Governo, o ex-prefeito Tião Bocalom (PSDB) causa medo aos adversários. Ele está andando igual embua, rápido e calado.
Reflexão
Na boca do tolo está a punição da soberba, mas os sábios se conservam pelos próprios lábios.
Provérbios 14:3













