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EVANDRO CORDEIRO

COLUNA DO EVANDRO | Jorge Viana é o Lula do Acre; ele imagina uma multidão ao seu redor clamando sua volta

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O ex-tudo no Acre, Jorge Viana (PT), só não se parece mais com o Lula, isso, o Lula da Silva, ex-presidente, porque não lhe falta na mão um dedo e, principalmente, por nunca ter sido preso. No mais, os dois são uma analogia só. Lula, como escreveu dias desses J. R. Guzzo, na Gazeta do Povo, tem mania de grandeza. Ciro Gomes, adversário nas eleições desse ano, disse que o condenado licenciado da sentença é tão maníaco narcisista que chegou a pensar que o povo brasileiro iria invadir Curitiba, no Paraná, derrubar a baixo a cadeia onde ele estava trancafiado, para lhe colocar no Palácio do Planalto. Como já tentou se comparar a Jesus Cristo e a Nelson Mandela, Lula imaginava uma “queda da bastilha” versão idade pós-moderna, daquela prisão onde dormiu dois anos. Nada disso aconteceu e ele hoje é um abstêmio de público. Seus assessores se viram nos trinta para lhe fazer um pano de fundo com gente, sem sucesso. Pois nosso Lula do Acre sofreria da mesma vertigem. Se apegaria a época em que distribuía sua foto autografada, como uma estrela emergente. Para se ter uma ideia, faz todo um charme desde o ano passado, deixando no ar uma dúvida sobre o que disputar, como se estivesse esperando uma avalanche de gente nas ruas lhe rogando o favor de ir às urnas. Ainda não se deu conta da miragem, pelo visto. Seus 20 pontos percentuais em pesquisas recentes se identificam muito com o teto do PT, que provavelmente oscilara entre os 20 e 25%. Não tem como negar que JV fez muito pelo Acre, o diacho é que exagerou na soberba, ao passo que chegou a confundir o Estado com ele próprio. Um arrogante “l’état c’est moi”, como diria Luiz XIV, o Rei Sol da França. Era o precedente da própria ruína. Afundou num refrigerante em Dubai e amargou 14% dos votos em 2018, ao disputar o Senado. Pode terminar 2022 apenas com um dedo a mais que seu homônimo nacional, de tão parecidos que são.

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COLUNA DO EVANDRO | “Depois da eleição vou continuar trabalhando muito e em parceria com o governador eleito”, é o pouco que diz Bocalom

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O prefeito Tião Bocalom (PP) está fugindo de polêmica. Está economizando palavras, principalmente sobre a disputa eleitoral. Informa estar mais interessado na própria gestão. Quanto a eleição só lamenta não ter oportunidade de votar na Senadora Mailza Gomes (PP), porque tem compromisso com o Senador Sérgio Petecão (PSD). “Tenho palavra”, lembra. Ainda fala alguma coisinha sobre o futuro, depois das eleições, quando quer seguir trabalhando, de preferência em parceria com o governador eleito. Reafirma que vai votar em Márcia Bittar (PL) para o Senado. Não quis falar sobre Jorge Viana, do PT, nem de nenhum outro candidato. “Estou bem aqui no meu canto, sem me indispor com ninguém”, disse a coluna.

Condenados publicamente

Algumas operações policiais dos últimos tempos, midiáticas, tem destruído muita gente publicamente, depois achadas inocentes. A última, aquela operação que prendeu um monte de servidor da Assembleia Legislativa. Nesta quarta-feira, 10, a Justiça inocentou a todos.

Democracia em risco?

O que uma disputa eleitoral não faz. Veja a esquerda fazendo todo um movimento, disse que em nome da democracia. Criaram até uma carta para ser assinada pelo povo. Nunca a democracia esteve tão a salva no Brasil. Perigo é o que pode estar pintando por aí com uma possível volta da esquerda.

Ameaça real

Como diz o vereador N Lima (PP), pior que a corrupção em governos de esquerda, é a ameaça à democracia que eles sempre foram. Sempre bom lembrar da fala de Lula na criação do Fórum de São Paulo, quando prometeu um dia estabelecer o socialismo no Brasil.

Nome forte da Baixada

A Baixada da Sobral será, como em toda eleição, disputada por metro quadrado, mas dessa vez terá um candidato bem caseiro, o Sérgio, irmão do Rufino, do supermercado, que abiscoitou 1,4 mil votos na eleição de 2018. Melhor ainda: ele trabalhará na baixada colado com um federal de peso, o José Adriano da Fieac. O aperto de mão entre eles (foto) foi dado esta manhã de quinta-feira, 11.

Maionese

Jorge Viana (PT) está dizendo por aí que o povo “clamou” a sua volta a política. Só precisa saber quem foi esse povo. Um ou outro cargo comissionado dos governos deles estão se apresentando. O resto sumiu no cipoal, como os nove leprosos que Jesus curou.

Dom Moacir

Ainda segundo Jorge Viana, Dom Moacir teria lhe pedido um dia para que ele não fosse indiferente com pessoas que sofrem. Um internauta gaiato abarcou: “O senhor tem uma aposentadoria gorda. Aliás, duas. Dívida com os pobres e estará atendendo a Dom Moacir”.

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COLUNA DO EVANDRO | Se houver segundo turno na disputa pelo Governo, o melhor cenário para Gladson é enfrentar Jorge Viana

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A rejeição ao PT contínua bem ativa, como em 2018 e 2020, segundo as pesquisas e conforme a gente vê nas ruas, nos convescotes, mas há razão de sobra para acreditar que a candidatura de Jorge Viana ao Governo do Acre não será uma qualquer no atual cenário. Primeiro ele aposta no espatifado do grupo que era oposição aos governos da frente popular e que ganhou tudo em 2018. Cada um foi para um lado. Segundo, acredita que ainda pode reeditar uma época em que distribuía sua foto autografada. Ele não perde seu velho estilo. E os petistas aqui no Acre, convenhamos, ainda tem alguma coisa em torno de 25% do eleitorado. Foi muita gente beneficiada com cargos e outras benesses do poder por longos 20 anos. Por tudo isso, JV e seu grupo apostam no segundo turno. E se isso acontecer, ele terá apoio dos principais caciques de sua antiga oposição, como Flaviano Melo, Vagner Sales, os irmãos Rocha e o próprio Sérgio Petecão. Com ódio de Gladson, maioria deles preferira se aliar ao PT. Só tem um detalhe: eles só não levam para a urna o voto do eleitor deles. Será um apoio pessoal, seco. Quem vota no primeiro turno em Petecão ou Mara Rocha, jamais votará no PT em qualquer circunstância. Sendo assim, o melhor cenário para o governador Gladson Cameli, se tiver segundo turno, é que a disputa seja com o PT.

Mesmo fogo

No quarto mandato consecutivo de deputada estadual, a Maria Antônia se prepara para o quinto com a mesma animação do primeiro. Encontrei ela e o marido, Deda, se organizando para campanha, parecendo dois meninos em dia de aniversário.

Gratidão

“Quem se preocupou comigo e com o morador de Assis Brasil foi o governador Gladson Cameli. Por isso vou ser grato a ele”. Do prefeito Jerry Correia (PT) ao declarar apoio a reeleição de Cameli, mesmo o PT tendo candidato a governador.

Sobre companhias

O governador Gladson Cameli disse a coluna que não subestima candidatura de ninguém. Nem mesmo as do PSOL (Nilson Euclides) e Agir (David Hall). Mas está ciente de que tem tomado as decisões corretas para garantir sobre de quem deve estar perto.

Presentão

Nei Amorim, candidato a Senador pelo Podemos, ganhou um presentão ao garantir a primeira dama de Cruzeiro do Sul, Lurdinha Lima, como sua primeira suplente. Costura de seu amigo Nicolau Júnior (PP).

Levantes

Alan Rick (UB) acha interessante, do ponto de vista espiritual, todos os levantes em torno de sua candidatura, mesmo ele sendo um parceiro leal. Pastor, ele sabe que isso ocorre sempre antes de grandes vitórias.

Menos, JV

Ao se lançar candidato, Jorge Viana continua vestido de sua tradicional arrogância, ao dizer que o povo o obrigou a disputar o Governo. Quem o obrigou foi a nacional, que precisava desse palanque pra Lula no Acre.

Eles não perdem a mania de grandeza.

Sucesso da feira

Opositores do governador Gladson Cameli guardaram suas críticas sobre a Expoacre 2022, dado o sucesso retumbante. Foram inteligentes, porque se abre a boca contra perderiam politicamente.

Fortaleza da Fieac

Melhor não subestimar a candidatura do José Adriano a deputado federal pelo PP. Ele terá, entre outros, o apoio de federações pelo Brasil todo, como prêmio pela bela relação que ele criou ao longo do tempo enquanto vem participando da vida ativa da Federação.

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EVANDRO CORDEIRO

COLUNA DO EVANDRO | Pós-convenção: candidatura de Jorge Viana, do PT, pode despertar voto útil em Gladson Cameli

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As convenções partidárias ocorridas nesta sexta-feira, 5, colocaram fim ao ar de mistério que pairava na cabeça do eleitor. A partir de agora todo mundo sabe quem é quem na disputa pelo Palácio Rio Branco e, assim sendo, as próximas pesquisas podem trazer a lume um cenário bem mais real, desanuviado. O eleitor não tem mais razão esconder sua preferência. Só é preciso esperar um pouco, uma semana, quem sabe, para se ter esse panorama novo.

As apostas daqui para frente podem apontar várias tendências e uma delas deverá ser a mais marcante, a questão do voto útil no governador Gladson Cameli (PP). Aquele sujeito que rejeita o PT, veementemente, ainda em grande número, segundo todas as pesquisas levantadas já esse ano, certamente não vai mais querer partir para uma aventura pela direita, apostando em dissidentes do Governo. Esse eleitor vai entender que o PT ficou longos 20 anos no poder e isso lhe deu capilaridade. Tem muita gente com saudade, não das gestões deles, que deixaram a desejar nos últimos dez anos, mas das benesses dos cargos que uma gestão pode patrocinar.

Passadas as convenções o eleitor vai dar uma nova viajada, reparar melhor na gestão do governador Gladson e provavelmente vai entender que, apesar da pandemia, e por causa dela, se descobriu nele um tipo de líder diferente, com uma empatia invejável, talvez uma das maiores razões de ele ter perdido maioria dos aliados de 2018. O elemento ajudou a elege-lo há quatro anos imaginando um cenário desastroso, com abertura de vagas para a sua cadeira. Eis que ele aparece fazendo uma boa gestão da pandemia e, pior, para quem tem pretensões de sucede-lo: mudando a situação dos servidores públicos e criando uma relação com gente que nenhum outro governador teve na história do Acre. Nesse sentido Cameli é um fenômeno. Resultado: em dez dias mais ou menos vamos saber, pelas pesquisas, se o eleitor vai ter coragem de apostar numa aventura correndo o risco de o PT voltar ou se, como sempre faz, vai de voto útil, cravando em Cameli, único capaz de parar os petistas.

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