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Acre emplaca três projetos e disputa recursos de até R$ 2,5 milhões do Fundo Amazônia

Três organizações do Acre foram aprovadas preliminarmente na Chamada Pública “Florestas e Comunidades: Amazônia Viva”, iniciativa que vai destinar R$ 80 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer a produção sustentável de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares em toda a Amazônia Legal. Os projetos acreanos ficaram entre os mais bem avaliados do estado e agora avançam para a etapa final de seleção.
O resultado preliminar foi divulgado nesta quinta-feira (18) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), após análise técnica e aplicação dos critérios de priorização previstos no edital.
No Acre, a proposta mais bem colocada foi a da Associação dos Seringueiros do Seringal Cazumbá, que alcançou nota final de 43 pontos. Em seguida aparece a Cooperativa Agroextrativista da Reserva Chico Mendes (Cooparechi), com 39,7 pontos, e a Associação de Pequenos Produtores e Produtores Rurais Nova Esperança, com 36 pontos. As três iniciativas foram aprovadas preliminarmente e seguem aptas para a fase seguinte do processo.
A chamada pública prevê apoio a pelo menos 32 projetos em toda a Amazônia Legal, com financiamentos variando entre R$ 500 mil e R$ 2,5 milhões por proposta. Os recursos serão aplicados em ações voltadas ao fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis, melhoria da infraestrutura comunitária, beneficiamento da produção, armazenamento, adequação sanitária e ampliação do acesso aos mercados.
O Acre figura entre os estados prioritários da iniciativa ao lado de Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima, Amapá, Mato Grosso, Tocantins e parte do Maranhão. O objetivo é enfrentar gargalos históricos que limitam a geração de renda de produtores e comunidades que vivem da floresta em pé.
Segundo a Conab, o resultado divulgado ainda é preliminar. As organizações que participaram da seleção poderão apresentar recursos entre os dias 19 e 23 de junho. Após a análise dos questionamentos, será publicada em 2 de julho a lista definitiva dos projetos aprovados.
A expectativa dos organizadores é que os contratos sejam formalizados até o final de julho e que a execução das propostas tenha início a partir de setembro.
A iniciativa é resultado de uma parceria entre Conab e BNDES e busca ampliar oportunidades para comunidades que, apesar de produzirem de forma sustentável, ainda enfrentam dificuldades de logística, transporte, processamento e comercialização de seus produtos. Com os investimentos, a expectativa é fortalecer a bioeconomia amazônica e ampliar a geração de renda em regiões extrativistas e rurais do Acre e dos demais estados da Amazônia Legal.












