POLÍTICA
Intelectuais e lideranças do Acre divulgam nota em defesa de Marina Silva após declarações de Nikolas Ferreira

A repercussão das declarações feitas pelo deputado federal Nikolas Ferreira durante agenda em Rio Branco, na última quarta-feira (20), motivou a divulgação de uma nota pública em defesa da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. O documento, assinado por intelectuais e lideranças acreanas, foi tornado público nesta quinta-feira (21) e manifesta solidariedade à ministra diante de ataques classificados como pessoais e políticos.
No texto, os signatários destacam a trajetória de Marina Silva como símbolo de superação e compromisso com causas socioambientais. A nota relembra a origem humilde da ministra, filha de seringueiros, alfabetizada tardiamente e sobrevivente da pobreza e de problemas de saúde, até alcançar reconhecimento internacional como uma das principais vozes globais na defesa da Amazônia, da justiça social e do desenvolvimento sustentável.
Os autores também ressaltam a atuação política construída no Acre, onde Marina foi vereadora, deputada estadual e senadora por dois mandatos, antes de assumir o Ministério do Meio Ambiente. Segundo o documento, sua atuação consolidou o nome da acreana em fóruns internacionais voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas e à preservação ambiental.
A nota afirma ainda que figuras históricas frequentemente enfrentam incompreensão e ataques antes de terem suas contribuições reconhecidas. Sem citar diretamente o conteúdo das falas de Nikolas Ferreira, os signatários criticam o que classificam como campanhas de desqualificação política, ataques de ódio e desrespeito pessoal.
“O Acre não pode se orgulhar de incentivar a violência verbal contra uma mulher cuja trajetória honra o nosso estado perante o Brasil e o mundo”, destaca um dos trechos do documento.
Os signatários também manifestam “perplexidade” pelo fato de as críticas partirem de alguém que professa a mesma fé cristã evangélica de Marina Silva, sustentando que o respeito deveria prevalecer entre irmãos de fé, independentemente de divergências políticas.
Ao final, o grupo reafirma reconhecimento à contribuição da ministra para o Acre, o Brasil e o cenário internacional, reforçando que divergências ideológicas são legítimas dentro da democracia, mas que o debate público não deve ser pautado por agressividade ou intolerância.
A nota pública é assinada por Dulcinéa Benício, Naluh Gouveia, Ronald Polanco e Sammy Barbosa.












