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Mães denunciam que alunos do pré-I até o 5° ano ainda não voltaram a estudar no Colégio de Aplicação

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Alunos da educação fundamental do Colégio de Aplicação ainda não iniciaram o ano letivo de 2022. As crianças do pré-1 até a 5° série continuam à espera do início das aulas, como vem prometendo a direção desde março. Nesta segunda-feira, 20, um grupo de pais fez um protesto na recepção da instituição e foram também até a Ufac, subalterna de quem é a escola federal.

A principal revolta dos pais, segundo Lenizia Lopes de Oliveira, uma das mães de alunos, é que os alunos intermediários, do 6° ao 8° ano estão estudando remotamente, enquanto o pessoal do médio está estudando na Ufac.

“A direção promete, promete, que vai alugar um prédio para colocar esses alunos e já estamos no meio do ano e nada”, diz a Lenizia, que mostra vídeos para provar as denúncias.

A direção do Colégio de Aplicação informa que o prédio do centro de Rio Branco não está com capacidade de receber alunos, desde a pandemia. “A gente até aceita a desculpa. O problema é que só quem está sendo prejudicado são os alunos do pré até a 5ª série. Os demais estão estudando e nós temos vídeos deles estudando”, diz um dos pais de alunos.

Aguardando resposta

A reportagem do AcreNews está tentando contato com a direção do Colégio de Aplicação. A direção foi noticiada, mas até instantes não havia nenhuma manifestação.

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Santa Rosa do Purus: MPAC investiga altos gastos com pagamentos de diárias

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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cível de Santa Rosa do Purus, instaurou um procedimento para apurar os gastos com pagamentos de diárias por parte da Prefeitura Municipal de Santa Rosa do Purus.

A investigação técnica foi feita pelo laboratório de tecnologia contra a lavagem de dinheiro, do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), do MPAC. O promotor de Justiça Thalles Ferreira atua na investigação e nesta terça-feira, 28, está em Santa Rosa do Purus para firmar Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura.

No relatório do NAT, foram feitas análises sobre os pagamentos de diárias por parte da referida prefeitura no período compreendido entre 01 de janeiro de 2021 a 13 de junho de 2022. O resultado da análise apontou um alto gasto relativo ao pagamento de diárias por parte do Município.

O valor gasto no período referenciado, foi na ordem de R$ 752.625,76. Uma soma que quando comparada, por exemplo, aos valores gastos com pagamentos de diárias, no mesmo período, pela Prefeitura de Cruzeiro do Sul, que tem uma população 13 vezes maior que a de Santa Rosa do Purus, teve um gasto de R$ 464.199,77.

Já a Prefeitura de Tarauacá gastou no mesmo período, R$ 109.173,50 com pagamentos de diárias, e o município tem uma população 6 vezes maior que a população de Santa Rosa do Purus.

Diante dos gastos excessivos constatados pela investigação do MPAC, quando comparados com os valores gastos com outras prefeituras com populações, inclusive, superiores, o órgão ministerial recomendou a necessidade de um ajustamento da conduta dos agentes públicos no sentido de não extrapolar os parâmetros da razoabilidade nos pagamentos.

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Detran Acre suspende CNH de 48 motoristas

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) divulgou nesta terça-feira, 28, uma lista suspendendo 48 Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Acre. A lista foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Os condutores deverão apresentar os respectivos documentos de habilitação à Divisão de Suspensão e Cassação deste Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/AC), quando então se dará início ao cumprimento da referida penalidade, ficando os infratores impedidos de dirigirem veículos automotores em todo território nacional.

A suspensão na carteira varia de 1 mês a um ano em alguns dos casos. Para terem as carteiras de volta, os motoristas terão que passar pelo período de suspensão e realizarem um curso de reciclagem.

Veja a lista aqui.

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Adoção homoafetiva: a garantia de um direito que realiza o sonho de duas mães

Companheiras de vida há 12 anos, casadas há 9, Bruna e Jorze sentiram que era hora de ter um filho. A chance de serem mães veio com a adoção, um direito garantido pela Justiça

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Bruna Jakelina e Jorze Souza têm um relacionamento que completará 12 anos no próximo mês de agosto. O amor que existe desde a adolescência alcançou um nível de amadurecimento que as fez sonharem juntas com um filho. Então, dois anos e meio após terem se inscrito no Cadastro Nacional de Adoção, o que era só uma esperança, a Justiça autorizou que fosse realidade.

No entanto, antes de dar tudo certo, deu tudo errado. Bruna disse que não entendia como funcionava a adoção, “a gente tinha uma vizinha que estava grávida e ela já tinha entregue outros quatro filhos, aí ela disse que quando nascesse ia dar o dela pra gente. Ela fez isso, mas com 22 dias vieram aqui e tomaram o bebê, porque era fora da lei”.

A adoção a brasileira não obedece aos procedimentos legais exigidos em um processo de adoção e também ignora a lista de espera de muitas pessoas que estão na espera. “Sofremos muito. Como a gente estava pensando em ter um filho e uma criança apareceu, achamos que era a hora certa. Depois disso quase entramos em depressão”, relembra.

Elas contam que pensaram que o ocorrido se deu por preconceito, justamente por serem lésbicas. “O fato de eles terem tirado o bebê, achamos que tinha sido por preconceito. Até quando fizemos o cadastro, achamos que estava fazendo por fazer e que não ia realmente acontecer – ‘se já tiraram um, pra que vão dar outro?”, conta Bruna.

O final da história é facilmente presumido, já que durante o diálogo Rhávi está correndo pela sala. Ele tem o cabelo encaracolado e toda a energia de uma criança que está descobrindo o mundo. Enquanto as mães contavam sua história, ele virava uma caixa de brinquedos no chão. Tirava todos os itens até que não restasse mais nenhum guardado e daí já perdia o interesse na tarefa e ia em busca de outra novidade. “Ele é a nossa vida. Ele mudou a nossa vida completamente. Valeu a espera… eu acho que Deus tinha um propósito e ele se cumpriu agora”, enfatiza Bruna.

Jorze conta que desde o primeiro momento, quando o viram no Educandário já sentiram que seria seu filho. “Quando ligaram, a surpresa foi tão grande que a gente até se tremia. Todas as respostas eram ‘sim’. Desde a ligação, a gente sentiu uma conexão de que agora era o certo. No dia seguinte, quando a gente conheceu o Rhávi a conexão se confirmou. Aí já bateu: é nosso. É nosso filho! Quando ele abriu o sorriso pra nós,  já foi aquele amor…”, descreve o encontro.

Antes mesmo de ser definitivo, aliás no mesmo dia, o casal já foi na loja e comprou tudo para mobiliar o quartinho dele. Além delas, a criança foi celebrada pelas duas famílias, “nossas famílias adoram ele, porque ele é o único bebê. Não tivemos problemas com família, nem com preconceito, nem nada, ao contrário, com o Rhávi todos se aproximaram mais”, contou Bruna. “Hoje em dia minha mãe nem pergunta por mim mais, ela só quer notícias do neto dela”, brinca.

Rhávi teve uma grande festa para comemorar seu primeiro ano de vida e foi tudo do jeito que as mães sonharam. Ele, que é realmente o rei da casa, estava de príncipe e usava até coroa. “Quando ele chegou aqui em casa, tinha acabado de completar seis meses de idade. Então, fomos fazendo todos os ‘mêsversários’ até chegar o de um ano”, diz Jorze enquanto tirava o celular que estava no bolso para mostrar as fotos.  

O casal ainda pensa em adoção, principalmente agora, pois ambas tem a confiança de que mesmo sendo um casal formado por duas mulheres, o que poderia segundo elas, ser motivo de preconceito, é um direito que deve ser garantido. Agora sonham com uma menina. “Sentimos 100% seguras na adoção, a gente foi muito bem tratada em todo o processo, fomos bem acolhidas e tudo foi diferente. Agora a gente já passa pra outras pessoas como é adoção de verdade, como se faz da forma legal e o Rhávi é a prova de que não há preconceitos”, concluíram.

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