RAIMUNDO FERREIRA
Professor Raimundo Ferreira entra no clima de Copa do Mundo e escreve sobre a seleção brasileira na coluna desta terça, 19

A SELEÇÃO BRASILEIRA
Na qualidade de brasileiro nato, que, onde quer que esteja, defende as cores, a culinária, os hábitos e costumes, bem como os atletas que militam no esporte, especialmente no futebol, o Brasil já nos proporcionou muitas emoções e, sem dúvida, apesar de estar um pouco descaracterizado, ainda acende em nós a esperança e a expectativa de que possamos nos embriagar de alegrias, caso sejamos vencedores desta Copa do Mundo.
Somos conscientes de que a tarefa é difícil, até porque outros países, além de terem evoluído nessa modalidade esportiva, alguns contam com circunstâncias e condições mais estáveis, no que se refere aos avanços tecnológicos, às condições econômicas mais equilibradas e às situações sociais mais organizadas.
Sobre a relação dos convocados para disputar esta Copa, deixando de lado as paixões e nossos instintos de palpiteiros, percebe-se que, além de não apresentar nenhuma grande novidade, são esses os atletas de que dispomos atualmente. Na verdade, nós, que somos torcedores e, de certa forma, acompanhamos o futebol, sabemos que aspectos de toda ordem influenciam no desempenho dos jogadores.
No entanto, eles são profissionais da bola, ou seja, são jovens, sabem jogar e fazem disso sua profissão e razão de vida. Em síntese, este é o produto que temos para apresentar ao mundo.
O que mais se ouve dizer é que já tivemos melhores talentos, inclusive em condições menos favoráveis, numa época em que o futebol ainda não era passaporte imediato para a riqueza nem para o status de superestrela.
Resta-nos, agora, aguardar para ver o que vai acontecer e qual será o nosso nível de fortes emoções ou de tristes decepções.












