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RAIMUNDO FERREIRA

Professor Raimundo Ferreira faz uma viagem pelos caminhos percorridos pelo budismo, até sua versão zen

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raBUDISMO ZEN
Raimundo Ferreira
O Budismo, de origem indiana, surgiu no século VI a.C. Por volta do século I d.C., chegou à China, onde sofreu influências do Taoismo, dando origem ao chamado Budismo Chan. Posteriormente, expandiu-se para outras regiões da Ásia, incluindo o Tibete, onde se desenvolveram tradições próprias, e, no século VI d.C., chegou ao Japão, passando a ser conhecido como Budismo Zen.
Nessa versão japonesa, mais do que uma religião, o Zen se apresenta como um estilo de vida, cujo princípio fundamental é ensinar como superar o sofrimento e alcançar a paz interior, por meio da meditação, da autocompreensão da natureza humana e da prática ética.
Seus mestres buscaram simplificar as práticas, tornando-as mais acessíveis. A proposta era permitir que um número maior de pessoas compreendesse a essência do Budismo, adotando períodos mais curtos de meditação, rituais menos complexos e narrativas diretas. Assim, a iluminação — como é denominada — poderia ser alcançada por meio de símbolos, experiências cotidianas e reflexões profundas sobre a própria existência.
Os seguidores deveriam cultivar disciplina, incorporar os ensinamentos e vivenciar a filosofia no dia a dia. Aqueles que demonstrassem evolução no aprendizado poderiam ser reconhecidos como iluminados, alcançando um nível de compreensão comparável ao de um mestre.
No Japão, um dos mais importantes nomes do Budismo Zen foi Dōgen. Conta-se que ele passou anos meditando em silêncio, voltado para uma parede, em busca da essência da iluminação.
Há também a história de um general que venceu inúmeras batalhas, conquistou honrarias e era amplamente respeitado. Ainda assim, era profundamente infeliz, tomado por uma intensa depressão. Para ele, a vida havia perdido o sentido, e, às vésperas de tirar a própria vida, decidiu buscar uma última resposta.
Ao saber da existência de um mestre zen, depositou nele sua esperança. Em um dia extremamente frio, encontrou o monge meditando no pátio. Colocou-se à sua frente e percebeu que não recebia qualquer atenção. O tempo passou, a neve começou a cair, e ele permaneceu ali, imóvel.
Segundo a lenda, quando a neve já alcançava seus joelhos, o mestre finalmente o observou e perguntou:
— O que você quer?
O general respondeu:
— Mestre, quero que o senhor me tire do Samsara.
Samsara é um conceito do pensamento indiano que representa o ciclo contínuo da existência — um eterno repetir de começo e fim, onde a vida se desenrola em uma rotina aparentemente sem sentido.
O mestre então perguntou:
— Quem o colocou lá?
E voltou à sua meditação.
Diz a narrativa que, naquele instante, o general se iluminou. Compreendeu que o problema não precisava de uma resposta externa, que não havia um culpado, e que a saída sempre esteve dentro dele.
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